Turbinas a jato, sejam para aviões reais, sejam para aeromodelos, apresentam uma característica em comum, algumas vezes incômoda: a defasagem entre o comando do stick do acelerador e a resposta delas em termos de aumento da rotação e a conseqüente produção de empuxo.

Composite ARF Flash se aproximando para uma passagem baixa.
Mas…
A JetCat deu um grande passo para melhorar este panorama, com o lançamento das turbinas da série a versão “SX” abreviatura para “Special eXtreme” dos modelos mais populares de turbinas.
A versão “SX” conta com um avançado compressor e uma lógica no sistema de controle que permite uma aceleração muito mais rápida, proporcionando ao piloto resposta muito mais imediatas de empuxo, em relação aos modelos anteriores de turbinas. Isto diminuiu significativamente a defasagem entre o tempo de acionamento do comando do stick do acelerador e a resposta, tão comum nas turbinas.
Outro passo significativo dado pela JetCat é o “Kero Start”, ou partida a querosene, que permite o acionamento da turbina diretamente a partir do transmissor de rádio controle e com o uso o uso de apenas um tipo de combustível, o querosene.
A ignição das JetCat com o “Kero Start” é auxiliada por um motor de arranque e um ignitor dedicado e integrado no circuito de alimentação do combustível.
A turbina JetCat P120-SX
A turbina JetCat P120-SX tem empuxo declarado situado entre 28 e 30 lb (12,7 a 13,6 kg) a uma rotação da ordem de 125.000 rpm.
Para entender o funcionamento de uma JetCat P120-SX com a ECU versão 6.t contamos com o fantástico auxílio do Celso De Santi, que instalou uma delas em um aeromodelo Flash, da Composite ARF. Utilizamos ainda o software Jet-tronic instalado em um laptop HP rodando Windows 7.

Laptop conectado na ECU da turbina JetCat P120-SX.

Tela do software Jet-tronic antes do abastecimento do tanque de combustível (tanque vazio a direita).

Ignição da turbina feita pelo transmissor de rádio, mas que pode ser feita também a partir do laptop.

Esta tela mostra turbina girando com o auxílio do motor elétrico auxiliar de arranque e a temperatura subindo, antes da ignição.

Após a ignição e depois de atingir 55.000 rpm a turbina se estabiliza na marcha lenta (LearnLo), ao redor de 33.000 rpm, antes de passar para o próximo estágio, que é o de operação normal.

A JetCat P120-SX agora está em funcionamento normal (RUN reg). Observar a posição do stick e do trim do acelerador, bem como o indicador do tanque de combustível.

Em meia aceleração a tensão de alimentação da bomba de combustível é de 1,56V.

A “Full throttle” a temperatura (EGT) de saída dos gases está dentro da faixa recomendada, que se situa entre 580 °C e 690 °C.
É impressionante o quanto a turbina JetCat P120-SX é simples e fácil de ser usada!
Agora que entendemos mais um pouquinho do funcionamento dela chegou o momento de desligá-la, abastecer o tanque de querosene, verficar tudo novamente e colocar o Flash nos ares.

Composite ARF Flash pronto para taxiar até o ponto de decolagem. Observar os flaps na posição de decolagem.

Composite ARF Flash em passagem baixa.

Os mourões brancos são da cerca e tem cerca de 2m de altura.

De volta ao lar…
Após o vôo é possível verificar como o piloto se comportou em relação a turbina. Isto mesmo, basta baixar as informações do vôo que o software Jet-tronic mostra o quanto o dedo do piloto no acelerador foi ou não amigo da turbina…

No canto a esquerda estão os dados medidos durante o vôo e armazenados na ECU. Na parte superior do gráfico, está a rotação real - na cor laranja – e o comando aplicado no stick do acelerador pelo piloto, em azul. É fácil perceber que o piloto teve um grande cuidado em aplicar os comandos de aceleração e desaceleração. O grágico inferior mostra a temperatura de saída dos gases – EGT, que não ultrapassou 615 °C.
Pelo desempenho obtido em vôo e pela análise do gráfico de desempenho, fica evidente que a JetCat P120-SX tem uma resposta bastante rápida aos comandos do stick do acelerador.
Na edição de outbro de 2009 da revista RC Sport Flyer há um review muito interessante e detalhado da P120-SX, onde são apresentados resultados de testes em bancada, o que pudemos comprovar em vôo no AEROCIRCUS em Joinville, SC:
A turbina acelera da marcha lenta (33.000 rpm), com empuxo de uma libra até 90% do máximo empuxo em 4,5 segundos.
Partindo de uma aceleração de 20% (aproximadamente 65.000 rpm) e cerca de 5 lb de empuxo, a P120-SX e leva apenas 1,8 segundos para atingir a marca de 90% de plena potência.
Este tempo de aceleração (spool up time) é extremamente rápido demonstrando o grande benefício de manter um pouco de potência durante o vôo com velocidades menores e durante o procedimento de aproximação final para o pouso (até que o stick do acelerador seja todo recuado, imediatamente antes de tocar o solo).
Se o acelerador é mantido ao redor de 20% da aceleração total e seja verificado que a velocidade está diminuindo muito rapidamente na aproximação final, ou o alinhamento com a pista não seja o mais adequado, a turbina irá responder ao aumento de aceleração muito rapidamente, permitindo que uma arremetida seja realizada com segurança e com pouco estresse para o piloto.
Quero agradecer:
Ao Daniel que teve toda a paciência do mundo para que eu conectasse o notebook na ECU da turbina novinha, doido para voar enquanto eu tranquilamente analisava esta explêndida máquina, que é a JetCat P120-SX.
Ao Celso De Santi que com uma dose enorme de paciência não poupou tempo e esforços para responder todas as minhas perguntas, mesmo as mais simples.
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Fotos deste post em 1600 x 1200 pixels podem ser baixadas do meu álbum do Picasa.
Pictures in 1600 x 1200 pixels can be downloaded from my Picasa Album.



















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